sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Diários de Guerra - Prólogo

DRAVEN


Draven acordou sozinho com o rosto colado no chão úmido de seu aposento prisional, era noite e pela janela da cela ele podia ver no céu daquele estranho mundo suas três luas refletindo um até então desconhecido sol em seu rosto.

No mundo de Draven ele sabia que a Lua não tinha luz própria, a Lenda que sua mãe lhe havia contado quando criança era de que seu povo veio do Céu e que o primeiro de sua linhagem conhecia o segredo das estrelas, Draven sempre fora fascinado por elas e sabia que a Lua não se encaixava nesse quesito. Quando aprendeu a voar não via a hora de ser forte o suficiente para alcançar as estrelas. Para Draven o céu não era o limite, era só o início.

Sua Raça, os Avianos, tinha uma aparência quase humana, porém com uma habilidade até então desejada por muitos, a capacidade de voar. Avianos jovens possuem penas onde deveriam estar os cabelos, sua penugem desce até a base das costas e são interligadas com seus braços formando suas asas. Eles são criaturas tão graciosas quanto elfos e em alguns casos, devido a sua forma de vida tribal, tão ignorantes quanto os orcs. Draven pelo menos não era ignorante, na maior parte do tempo tentava não se deixar levar pelos defeitos prepostos de sua raça como os outros de sua tribo e por isso costumava se destacar entre eles.


Agora, porém Draven não tinha com o que se destacar. Todos os outros que estavam ali com ele compartilhavam da mesma situação, aprisionados em um lugar comum por um povo incomum a todos. Os Sete prisioneiros se entreolhavam desconfiados, estavam ali fazia dias e até agora não sabiam o porquê e nem mesmo como haviam feito para chegarem ali. Draven tinha apenas uma única certeza, ao contemplar o céu ele sabia que não estava em seu mundo.


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CONTOS - DIÁRIOS DE GUERRA

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