segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Diários de Guerra - Parte 1

BEOWULF


O anão de barba ruiva tintilava com a caneca de metal nas grades de sua cela, ele tinha fome e a fome para ele era uma necessidade tão crucial quanto à de foder, prazer esse que ele não saciava a mais de uma semana desde que havia aparecido misteriosamente em uma praça nebulosa. Desde então ele tem vivido como um refém de luxo do reino de Brum.

O velho Brumeriano vinha todas as tardes no mesmo horário, sempre acompanhando de forma inteligente o momento de refeição dos prisioneiros, pois era o mais propício para que eles se interessassem por suas histórias. Beowulf a seu ver parecia sempre o mais desinteressado dos sete, mas a verdade é que sempre fora muito curioso e aprendeu desde cedo à importância de ouvir mais, falar menos e não se deixar perceber pelos seus defeitos. Beowulf então observava a tudo e a todos, mas sempre se fazia parecer o mais apático.

Cada detalhe dos Brumerianos ficava gravado em suas memórias, as peculiaridades de cada um. As histórias do velho sobre a origem de sua própria raça também ajudavam a tentar entender que povo estranho era esse.

Os Brumerianos eram em sua maioria muito idênticos aos Elfos em beleza e graça, porém com uma diferença tão crucial quanto a que os diferem dos Drow. Brumerianos são albinos. Se voltasse para seu mundo Beowulf com certeza iria ter muito que contar, mas se fosse resumir a imagem dos Brumerianos a poucas palavras ele diria que “Brumerianos são tão belos quanto os Elfos, com a bravura dos Humanos e a força dos Orcs. Resumindo eles possuem o melhor da cada raça, assim como nós os Anões”.

Esse era o lema de Beowulf.

Não importa os quão bons eles podem ser, nós somos melhores.

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