terça-feira, 12 de outubro de 2010

O que eu não devo fazer? - “Por Jean Bryant”

Jean Bryant, professora de escrita nos Estados Unidos, levantou sete hábitos que você NÃO deve NUNCA adotar se quiser escrever alguma coisa. A abordagem bem-humorada aponta para as armadilhas mais comuns de quem começa a escrever (em Anybody can write, San Rafael, New World Library, 1985):

1 - Pense no que os outros podem achar. Pense em como você precisa ser ótimo e original para mostrar que é bom, e escrever sem um erro sequer. Pense nas pessoas que vão ler seu material, especialmente em sua mãe. Tome um café e pense mais um pouco.

2 - Faça muita pesquisa antes. Você precisa descobrir absolutamente tudo sobre kiwi ou bordéis parisienses antes de começar seu próximo capítulo. Faça sua pesquisa no próprio local, viajar é bom para o escritor. Não comece a escrever antes de terminar toda a pesquisa.

3 - Peça conselhos a todo mundo. Mostre suas páginas iniciais ou seu esboço a amigos e parentes, inclusive a seu dentista. Ignore o adágio de que o camelo é um cavalo montado a partir do consenso entre os membros de um comitê e siga todos os conselhos recebidos sem exceção. Não confie em si próprio.

4 - Considere seu trabalho uma extensão de sua pessoa. Se o elogiarem, não revise nem reescreva nada, mande para as editoras imediatamente. Se for recusado, pare de escrever. Quando disserem que seu trabalho não está perfeito, entenda que não gostam de você. Reclame e choramingue que estão cometendo uma injustiça contra você.

5 - Espere até estar inspirado. Consulte seu horóscopo para o dia e o que dizem os búzios. Arrume sua escrivaninha e troque as cores da tela de seu computador. Caso a musa não apareça para inspirar-lhe, vá ao cinema. Quem sabe você não irá escrever um roteiro de sucesso algum dia?

6 - Deixe para depois. Mais tarde sempre é melhor. Se você não escrever sobre um assunto, alguém vai acabar fazendo-o. Deixe para amanhã o que você não precisa escrever hoje.

7 - Leve seu trabalho à sério. Nunca se satisfaça com nada que não esteja perfeito. Lembre-se de como é importante este projeto. Você pode passar ridículo e perder seu emprego caso escreva mal. Ao mesmo tempo, não deixe que o peso dessa responsabilidade o impeça de trabalhar. A paralisação de seu impulso vai durar apenas uns dois anos, até o perigo passar.

FIM

Tem algumas pessoas que olham meu blog e ficam criticando no orkut pq não me conhecem ou nunca viram um livro meu publicado.
DIZEM: “Afinal que gabarito você tem para vir aqui querer dar dicas a quem quer ser escritor?”

Sim é verdade que eu não tenho nenhuma formação acadêmica, não tenho livros publicados e nem mesmo conhecidos no ramo. Sou apenas um simples cara, com muita boa vontade e que quer compartilhar tudo o que tem aprendido. Alguem um dia olhou para mim e disse:

“Você é capaz, só prescisa de Capacidade.”

 Meio estranho né? mas é a verdade. Se você acredita ser capaz então você é, mesmo que não tenha qualificações suficientes para isso. Se você tiver vontade nada pode te impedir.
Na igreja eles costumam dizer:

"Deus não escolhe os capacitados, 
mas capacita os Escolhidos."

Voltando ao texto dos 7 hábitos, aí vai um bom hábito para vcs, não que vcs já não saibam né… ler, ler e ler… agora ler oq né? Tem tanta coisa para se ler… Então eu fiz uma pequena lista baseada nas maiores obras já publicadas no milênio passado:

• 1600: Dom Quixote, de Miguel de Cervantes
• 1726: As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift
• 1760: Tristram Shandy, Laurence Sterne
• 1762: Nouvelle Héloïse, de Jean-Jacques Rousseau
• 1774: Os sofrimentos do jovem Werther, de Goethe
• 1796: Jacques o Fatalista, de Denis Diderot
• 1813: Orgulho e preconceito, de Jane Austen
• 1819: Ivanhoé, de Walter Scott
• 1830: O vermelho e o negro, de Stendhal
• 1836: A voz do profeta, de Alexandre Herculano
• 1847: Wuthering Heights, de Emily Bronte
• 1851: Moby Dick, de Herman Melville
• 1861: Grandes esperanças, de Charles Dickens
• 1862: Os miseráveis, de Victor Hugo
• 1865: O jogador, de Dostoiévski
• 1866: Crime e castigo, de Dostoiévski
• 1877: Anna Karenina, de Leon Tolstoi
• 1879: Os Irmãos Karamazov, de Dostoiévski
• 1881: Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
• 1888: Os Maias, de Eça de Queiroz
• 1889: Dom Casmurro, de Machado de Assis
• 1912: O Bravo Soldado Chveik, de Jaroslav Hasek
• 1938: Vidas secas, de Graciliano Ramos
• 1939: O Senhor dos Anéis , de J.R.R.Tolkien
• 1949: 1984, de George Orwell
• 1955: Lolita, de Vladimir Nabokov
• 1956: Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa
• 1967: Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez
• 1983: A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera
• 1991: O Evangelho segundo Jesus Cristo, de José Saramago
• 1995: Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago

Tem ainda outras 2 listas aqui no blog, a da folha de São Paulo e a da revista Newsweek
.
BOA LEITURA A TODOS

2 comentários:

  1. eu faço uma coisa ou outra, mas não é sempre.

    vlw por mudar a cor da fonte ^^

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  2. Muito bom o blog. Gostei muito, das dicas também. Eu acredito que para escrever não é preciso formação, apesar de eu estar cursando Letras. Mas, vejo muito isso entre poetas, muitas pessoas não estão interessadas no que os outros escrevem, a não ser se outro for famoso, tiver um amplo currículo acadêmico. Tem muita gente querendo ser reconhecida, criticando o trabalho de quem procura assim como ele procura mostrar seu trabalho. Gente que quer reconhecimento, sem ler e conhecer o que está sendo escrito por aí. Parabéns pelo blog.

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