quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Entrevista Com Daniel Leite (Eru Pendragon) Da Comunidade Sacerdotes


Daniel Leite é um jovem Brasileiro de 21 anos, solteiro, que está cursando o 5º periodo de Design Gráfico e Produtos. Ele é apaixonado por música dos estilos heavy metal, música celta e medieval. Atualmente Daniel está escrevendo um livro de aventura medieval épica onde nenhum dos personagens utiliza os artifícios da magia, uma raridade hoje em dia. ele pretende concretizar o sonho de ver seu livro publicado e como escritor ele quer revolucionar tanto a literatura Brasileira quanto o design.
http://www.bookess.com/profile/daniel_leite/

20 Perguntas para Daniel



Fórum MSM: Daniel o que te inspira a escrever?

Daniel Leite: Eu sempre gostei de histórias fantásticas, RPG. Até tentei criar um. Sempre tive uma mente criativa e escrever é como um escape para expor meus pensamentos.

Fórum MSM: O que te deu a ideia de começar a escrever este livro (Cartas de Uther - Lamentos de um Guerreiro sem Esperanças) ? 

Daniel Leite: Esse livro seria como o Silmarilion para o Senhor dos Anéis. Descreveria o que aconteceu antes do livro que eu tinha em mente escrever. A ideia era um pouco diferente, mas o livro acabou seguindo um rumo muito bom. A princípio Uther era um pouco diferente de mim, mas acabei me identificando bastante com ele. Somos muito parecidos.

Fórum MSM: O que voce deseja conseguir ao escrever sobre Uther? 
 

Daniel Leite: Espero que ele seja conhecido no Brasil todo e quem sabe mundialmente. Senão pode ser a porta de entrada para outros títulos. Também há muito de mim nele, e lendo-o você me conhece um pouco.

 Fórum MSM: Você disse que o Uther tem alguns traços seus, lendo a prévia de seu livro eu percebo que ele é frio(em relação com sua patente), analisa os fatos de uma maneira surpreendente, mas também pude ver que ele é um homem super apaixonado pela esposa e pelo filho. Agora nos diga, quais características suas ele tem?

Daniel Leite: Um pouco das duas. Geralmente quando estou trabalhando sou bastante centrado, pouco aberto a distrações. Isso somente quando estou trabalhando, ou fazendo algo mais sério. A timidez também não me deixa ser um cara muito aberto, e alguns podem até achar que sou frio, mas não sou tanto assim. Sou muito chegado em relações familiares, e sou muito zeloso e meloso quando estou namorando. Pareço até um bobo. Costumam dizer que sou como um inseto: "duro por fora mas mole por dentro".

Fórum MSM: Que mensagem voce quer passar para os seus leitores ?

Daniel Leite: Uma coisa que todos sabem mas poucos acreditam ou dão valor. Temos capacidade para tudo, e havendo dedicação nada nos impõe limites.
 


Fórum MSM: Qual sua narrativa preferida na hora de reproduzir uma história? Primeira pessoa, terceira pessoa, outro (qual?) ?

Daniel Leite: Já comecei a escrever dois livros em terceira pessoa. Quando pensei em reescrever o último, que seria o Hor'modiah, tive a necessidade de escrever um livro que fosse a base dele, os eventos passados que ditariam o presente daquele mundo. Então criei o Uther, que seria responsável por muitas mudanças e eventos passados. Vi então que seria melhor escrever em primeira pessoa, e que ele relataria suas aventuras em forma de cartas, como os relatórios que escrevia como general (por isso o título alternativo As Cartas de Uther).

Fórum MSM: Daniel você ainda não publicou o seu trabalho, então o que te motivou a compartilhar-lo com os outros?

Daniel Leite: A princípio eu relutei um pouco em compartilhar, mas assim não teria a opinião das pessoas, e isso talvez prejudicasse meu livro. Agora quero que muitos dêem sua opinião sobre ele, isso me dá muita motivação para continuar.

Fórum MSM: Deu branco: o que você vai fazer pra se inspirar?

Daniel Leite: Leio muitas coisas, livros, artigos, jogos e livros de rpg, ouço música celta, clássica, metal celta, sinfônico, medieval....

Fórum MSM: O que mais odeia ao ler em um livro? O que mais gosta?

Daniel Leite: Quando há muitas palavras que não conheço e que devo pesquisar no dicionário, meu vocabulário é bom mas existem livros com linguagem muito antiga, e tambem quando a história gira muito sem sair do lugar. O que mais gosto é quando há surpresas não convencionais, conversas inteligentes e reviravoltas interessantes.

Fórum MSM: O que te transformou em um escritor em vez de só um leitor?

Daniel Leite: Por ter a mente criativa senti a necessidade de escrever algo meu, pois antes de tudo isso é uma viajem bem louca pra mim. Eu sentia a necessidade de compartilhar um pouco da minha loucura com os outros, parece estranho mas a verdade é que quando as idéias surgem em nossa mente é como se elas num subjulgassem as suas vontades: "nos escreva ou não sairemos daqui".

Fórum MSM: O que te motiva a continuar escrevendo?

Daniel Leite: Gosto bastante de inventar e, além disso, a opinião das pessoas me motiva muito a continuar. Claro que também tenho certo objetivo financeiro em escrever, mas fazer aquilo que gosta é muito gratificante.

Fórum MSM: Mesmo sabendo que infelizmente o nosso país não promove a leitura você ainda sim quer ter um retorno financeiro com seus trabalhos. Tendo isso em mente me surge a seguinte pergunta: Como desenvolver uma história que seja satisfatória ao ponto de gerar debates, sonhos e desejos em uma geração dominada pelos jogos eletrônicos? Isso se torna uma barreira para você?

Daniel Leite: Realmente, o escritor brasileiro é desvalorizado. Ainda vivemos em um país subdesenvolvido, e grande parte da população não se interessa em leitura, ou erudição de modo geral. Temos poucos exemplos de escritores brasileiros bem-sucedidos, e que lutaram muito para chegarem onde estão. Talvez um grande trunfo que tenho no meu livro é que sou verdadeiro no que digo, e muitas pessoas podem se identificar com ele. Mas com certeza não é com um único livro que irei ir além. Tenho planos de escrever uma continuação de Lamentos, e aventuras que se seguirão nas gerações posteriores, e de escrever histórias distintas, como sci-fi. Também imagino ter minha obra publicada em outros países, e talvez só sendo reconhecido lá fora que irei ter meu lugar ao sol no meu próprio país. Eu detesto essa mania do brasileiro de dar valor somente ao que vem de lá de fora. Pode ser uma porcaria, mas se for de um inglês, alemão, americano e o escambau é melhor. Muita coisa boa de gente talentosíssima daqui é desvalorizada. Veja o André Vianco, não é tão conhecido, mas suas obras são espetaculares. Ele está até filmando o Turno da Noite, e pelo que vi não deve nada para uma série gringa. Está excelente, usando as mesmas ferramentas que eles usam. E receio que por ser brasileiro vai levar muitas negativas de redes de televisão. Mas se tiver uma chance vai mostrar que “aqui se faz coisas boas sim.
Desejo alcançar o máximo de pessoas que puder com meus livros, e abrir muitas possibilidades para mim e os que estão envolvidos direta ou indiretamente. Levantar a bandeira do grupo Despertar é uma delas. Não quero me tornar uma celebridade, só quero ser reconhecido pelo que sou, pelo que penso.
 
Fórum MSM: Qual foi seu primeiro trabalho? foi um livro? conto? fanfic? 
 

Daniel Leite: Foi uma historia ambientada no futuro. Envolvia espionagem, chips implantados no cérebro, naves e tanques bípedes, além de dramas adolescentes. O personagem principal na segunda parte ganhava super-poderes. E o vilão era um ex-agente de organização governamental e também era o pai do interesse romântico do personagem principal.
 
Fórum MSM: Quais livros, jogos e filmes te inspiram e te proporcionam prazer em ler?

Daniel Leite: Apesar de não ter terminado de ler, gosto bastante da trilogia "O Senhor dos Anéis", os filmes foram uma grande inspiração, e da Trilogia da Herança. Também comecei a jogar RPG, tanto de tabuleiro quanto de video game como Age of Empires, Final Fantasy e Warcraft que são jogos simplesmente perfeitos. Os livros da galera da comunidade Sacerdotes são ótimos e gosto de lê-los, pode-se aprender muito com quem está começando.

Fórum MSM: Você tem algum escritor em quem se espelha?

Daniel Leite: Já li muitos livros, mas nenhum deles foi uma inspiração específica. Como disse antes, gosto bastante de SdA, apesar de não ter terminado de ler. Tolkien pode ser considerado uma inspiração para mim. Li Eragon e estou lendo Eldest do Paolini, e gosto bastante. É uma influência, mas não tão direta. Mesmo lendo livros, procuro manter um meio próprio de escrever. Esse modo mais verdadeiro e natural de escrever é algo que não abro mão.
 
Fórum MSM: Você já tem uma ideia fixa de suas história ou prefere ir a desenvolvendo com o passar do tempo?

Daniel Leite: Algumas coisas penso previamente. Desde o inicio já sabia qual o destino de Uther, mas a caminhada dele ainda não tenho totalmente em mente. E essa evolução gradual eu prezo mais, pois você pode usar suas próprias experiências para escrever. Depois quando se olha e vê pode-se dizer que é uma auto-biografia fantasiada, isso torna a obra mais rica em minha visão, mostrando que a linha que separa uma obra de fantasia de uma real é mais tênue que se imagina.

Fórum MSM: Passou por momentos em que achou que a história poderia ser um fiasco ?

Daniel Leite: Já imaginei que a história poderia não ter sucesso, por achar que a leitura seria dificil ou não ter muitas pessoas que se identificassem. Mas hoje creio que estou num rumo certo.



Fórum MSM: Existe um livro na Bíblia chamado "As Lamentações de Jeremias"... da pra relacionar alguma coisa disso com seu livro?

Daniel Leite: Sim. A Bíblia é uma grande inspiração para mim, leio não somente como um mero livro, é algo que guardo para minha vida. Certas coisas são parecidas com lamentações de Jeremias, e certas semelhanças as vezes são propositais. Decidi por esse título no livro pois não era uma leitura alegre. Decidi escrever algo que se aproximasse do mundo real, do que realmente foi a Idade Média, um período que foi verdadeir amente um inferno. E após muitos acontecimentos ruins em minha vida, o propósito do livro se tornou mais evidente e minha própria experiência se tornou uma inspiração. Como disse, procuro sempre passar uma mensagem, nada é por mero acaso.

 

Fórum MSM: Quem receberá sua dedicatória no Livro Lamentos quando lançá-lo?

Daniel Leite: Ainda não pensei muito quanto a isso, mas principalmente a Deus, meus pais e familiares, aos meus amigos da Comunidade Sacerdotes, do Grupo Despertar e a  todos que tem dado apoio e acreditado em meu trabalho.


Fórum MSM: Dê uma sugestão para quem quer começar a escrever

Daniel Leite: Ler muito, saber bastante do assunto que você está escrevendo. Procurar assuntos sobre o tema, assistir programas, filmes. Pedir opinião de seu livro, saber se algo está bom ou não. Ter opinião de várias e muitas pessoas. Isso te ajuda no que deve mudar, e saber o que é bom em seu livro e explorar aquilo que você acertou. Conhecer a norma culta da língua também é bom. E mais que isso, acredite em si. Críticas negativas sempre vem, e isso não pode nos fazer desanimar. Muito pelo contrário, é vendo onde você está desagradando que lhe faz aprender a agradar. Dê o melhor de si, e seu trabalho não será em vão.


AQUI VOCÊ CONFERE UMA PRÉVIA DO LIVRO DE DANIEL LEITE
Cartas de Uther - Lamentos de um Guerreiro sem Esperanças

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Livros Para Ler Antes de Morrer - Ficção Científica e Fantasia


A partir de hoje vou postar aqui no BLOG uma pequena lista de livros que eu pretendo ler, são todos livros de grandes autores e sempre uma ótima leitura para quem pensa em ser escritor.
quando se absorve a maneira com que Gene Wolfe e Jack Vance escrevem suas obras é possivel entender em que ponto nós teremos que pincelar nossos próprios escritos, não copiando mas entendendo é que nós criamos nossa própria originalidade.

Vou começar com os livros de Ficção Científica e Fantasia. A próxima lista será de Livros de terror.


Gene Wolfe – The Book of the Long Sun & The Book of the New Sun (O Livro do Novo Sol)


Gene Wolfe é para muitos considerado um dos maiores escritores de língua inglesa vivos, independentemente da questão dos géneros. A sua série The Book of the New Sun é geralmente considerada o seu maior contributo para a literatura. O primeiro de uma série de cinco livros, The Shadow of the Torturer (1980), apresenta-nos o mundo de Urth num futuro distante, um mundo que enfrenta a morte lenta e inevitável do sol (reminiscente da série The Dying Earth de Jack Vance que Gene Wolfe reconhece como influência no seu 
trabalho).












É Severian, um aprendiz pertencente à ordem dos Torturadores, que nos conduz pela mão nesta narrativa. Desde o início, sentimo-nos gradualmente imersos nas suas memórias e sabemos que num futuro distante Severian recorda os eventos do passado. Este artifício, sobejamente utilizado em muitos romances, adquire contornos singulares na obra de Gene Wolfe, na medida em que raramente temos conhecimento de uma personagem tão consciente de si própria, tão agudamente sensível às impressões do mundo exterior, propiciando uma narrativa extraordinariamente contaminada pelas reflexões do seu narrador.



 Robert Heinlein – The Moon is a Harsh Mistress (Revolta na Lua)

Revolta na Lua (1966) oferece uma visão libertária mais bem desenvolvida. A Lua, referida como Luna, é uma colônia da Terra, usada para manter condenados e dissidentes políticos que estimavam a iniciativa individual e o empreendimento. Eles toleravam as escolhas dos outros povos e cuidavam da própria vida. Resolveram assumir o controle de seu próprio destino e declarar independência no dia 4 de julho de 2076. Os conspiradores recrutaram Mycroft Knott, ou, simplesmente, Mike, o computador que controla Luna, para ajudar na revolução. Wyoming Knott, uma feminista individualista, diz: “Aqui em Luna, nós somos ricos. Temos três milhões de trabalhadores espertos, pessoas talentosas, água suficiente, plenitude de tudo, poder infinito. Mas (...) o que nós não temos é um livre mercado. Temos que nos livrar da Autoridade”. E o professor Bernardo de la Paz (“Prof”), o filósofo revolucionário, responde: “Você tem razão quando diz que a Autoridade deve acabar. É ridículo — pestilento, não dá para aguentar — que nós devemos ser governados por um ditador irresponsável em toda nossa economia básica! Isso fere um dos direitos humanos mais básicos, o direito de barganhar em um mercado livre”. Prof acrescenta: “Em termos de moral, não existe essa coisa de ‘Estado’. Apenas homens. Indivíduos. Sendo cada um responsável pelos seus próprios atos”.
Revolta na Lua ressoa um dos temas filosóficos favoritos de Heinlein: “‘tanstaafl’ [“There Ain’t No Such Thing As A Free Lunch”], que significa: ‘Não existe almoço grátis’ (...) Qualquer coisa gratuita custa o dobro, no longo prazo, e acaba se tornando inútil (...). De uma maneira ou de outra, você paga por qualquer coisa que pegar”. Revolta na Lua descreve uma sociedade onde os particulares, e não o governo, fornecem educação, garantias, segurança e resolvem os conflitos.

Jack Vance – The Dying Earth (A Agonia da Terra)

As histórias da série Dying Earth são definidas em um futuro distante, em um ponto quando o sol está quase esgotado e magia reafirmou-se como uma força dominante. As diversas civilizações da Terra, entraram em colapso e a sua maior parte em decadência. A Terra é um planeta mais árido e frio, e tornou-se infestada com vários monstros predadores (provavelmente criado por um mágico em uma época anterior).
A Lua desapareceu e o Sol corre o risco de explodir a qualquer momento. Um certo fatalismo caracteriza muitos dos habitantes, como consequência.
Almery, onde a maioria dos personagens da série são originários, é uma cidade no centro da região.  Embora a cidade é apenas uma pálida sombra de seu auto anterior, ela está sofrendo uma terrível desolação, que desempenha um papel determinante na vida das pessoas residentes nas zonas do sul.





 Ursula K. LeGuin – The Dispossessed (Os Despossuídos)

'Os Despossuídos' narra a vida de Shevek - um renomado físico de Anarres, planeta anarquista e radicalmente isolacionista - que, enfrentando grande hostilidade, ameaças e a dor da separação de sua família, faz a primeira viagem de um cidadão de Anarres até Urrás, o rico planeta de origem de seus ancestrais.Maior do que qualquer preocupação por seu próprio bem-estar, é a sua crença de que os muros do ódio, da desconfiança e da divisão filosófica entre seu próprio planeta e o resto do universo civilizado devem ser derrubados. Em Anarres, os proscritos de Urrás haviam edificado, cento e sessenta anos antes, uma utopia concreta, fundamentada na liberdade absoluta das pessoas e na cooperação. Não é um paraíso, pois Anarres é um mundo pobre e hostil, mas funciona.Para o físico anarresti, Shevek, a questão é simples e terrível: conseguirá ele, com sua ida de Anarres para Urrás, derrubar o muro simbólico que isola Anarres do resto do universo? Será capaz de levar os habitantes de Urrás a partilharem a promessa da qual ele é portador? O quê irá descobrir, enfim, naquele mundo descrito pelos anarrestis como um inferno?





 Guy Gavriel Kay – Tigana

Tigana é a história de uma terra lutando para ser livre. É o conto de um povo amaldiçoado pela magia cruel do rei, onde até mesmo o nome de sua bela terra não pode ser dito ou lembrado. Mas nos anos após a devastação, um grupo de corajosos homens embarcam em uma cruzada perigosa para tominar seus conquiestadores e trazer de volta ao mundo o brilhante e esquecido nome: Tigana
É um tipo de high fantasy, mas baseado em fatos históricos. Tigana é baseado na unificação da Itália.
 










  Aldous Huxley – Brave New World (Admirável Mundo Novo)
 
O personagem Bernard Marx sente-se insatisfeito com o mundo onde vive, em parte porque é fisicamente diferente dos integrantes da sua casta. Num reduto onde vivem pessoas dentro dos moldes do passado uma espécie de "reserva histórica" - semelhante às atuais reservas indígenas - onde preservam-se os costumes "selvagens" do passado (que corresponde à época em que o livro foi escrito), Bernard encontra uma mulher oriunda da civilização, Linda, e o filho dela, John. Bernard vê uma possibilidade de conquista de respeito social pela apresentação de John como um exemplar dos selvagens à sociedade civilizada.
Para a sociedade civilizada, ter um filho era um ato obsceno e impensável, ter uma crença religiosa era um ato de ignorância e de desrespeito à sociedade. Linda, quando chegada à civilização foi rejeitada pela sociedade.
O livro desenvolve-se a partir do contraponto entre esta hipotética civilização ultra-estruturada (com o fim de obter a felicidade de todos os seus membros, qualquer que seja a sua posição social) e as impressões humanas e sensíveis do "selvagem" John que, visto como algo aberrante, cria um fascínio estranho entre os habitantes do "Admirável Mundo Novo".
Aldous Huxley escreveu, mais tarde, outro livro, chamado Retorno ao Admirável Mundo Novo, sobre o assunto: um ensaio onde demonstrava que muitas das "profecias" do seu romance estavam a ser realizadas graças ao "progresso" científico, no que diz respeito à manipulação da vontade de seres humanos.

 Ursula K. LeGuin – The Left Hand of Darkness (A Mão Esquerda da Escuridão)

Vivendo numa terra estranha, o emissário Genly Ai tenta fazer do Planeta Inverno parte da coalizão de planetas que representa. Porém, este lugar único, habitado por seres andróginos, muito em breve irá revelar que tal missão não é nada fácil.
Passaram-se milhões de anos. Dentre os muitos mundos que o homem foi capaz de criar, é no planeta Inverno, cuja civilização é composta por seres em tudo parecidos aos seres humanos tais e quais ainda hoje os conhecemos, que se passa esse romance. Porém, apesar de serem semelhantes a nós, os habitantes desse planeta possuem uma característica diferenciada, muito especial: todos têm um só sexo, ou melhor dizendo, todos são bissexuados, assumindo a condição de homem ou mulher conforme a tensão emocional ou as injunções do ambiente em que se encontrem...
A única visão possível de Inverno nos é fornecida pelo Primeiro Enviado, oriundo de outra Galáxia, com padrões de vida que um terráqueo consideraria absolutamente normais, mesmo nos dias de hoje. E é a partir de suas impressões de Inverno, de sua tentativa de entender o modo de vida ali reinante e de transmitir o seu próprio, além da descoberta de seu envolvimento sentimental, intelectual e político com os habitantes deste estranho e fascinante mundo, que Ursula K Le Guin constrói 'A Mão Esquerda da Escuridão'.
Saudado pela revista 'Newsweek' como uma obra-prima da ficção científica, o livro também é tido como um marco na literatura ficcional por tratar de temas como polarização política, contestações e conflitos religiosos, liberação feminina e igualdade entre os sexos. Trata-se de uma das mais vigorosas alegorias produzidas pela ficção científica de melhor qualidade: "inventando" coisas futuras, Le Guin "ensina" o leitor a ver melhor o seu próprio presente.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Como escrever, revisar e publicar seu livro - Um guia completo do mercado editorial mundial

Nesse livreto Igor Silva da dicas e relatos de acordo com sua experiência.
São Informações detalhadas e abrangentes de como criar personagens, descrever cenários e situações, cortar o original, revisar e publicar. Contém ainda dicas de
autores Best-sellers para quem quer começar a escrever.

Acompanhe essa primeira parte e absorva tudo o que ler, pois as dicas são importantes e reveladoras...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Bookess - Publicar seu Livro on-line é fácil com ele

Imagine o quão fantástico seria se você pudesse começar uma história sem saber o rumo que ela tomaria. O Bookess lhe proporciona isso. Inicie seu livro e deixe que todos os usuários contribuam. A cada página sua história poderá tomar um rumo diferente!
Bookess é uma editora e uma biblioteca. É o lugar para criar seu próprio livro ou distribuí-lo em nível mundial, sem restrições e gratuitamente. O Bookess foi criado com o objetivo de proporcionar uma boa leitura em qualquer lugar que você esteja: em sua casa, em seu escritório, no hotel em um fim de semana, enfim, onde você estiver desde que haja uma conexão com a Internet.
Você também pode ler os livros do site em seu e-reader. Basta para isso baixar os livros para seu dispositivo móvel.
Com um sistema de leitura que simula a realidade, ler um livro virtual deixa de ser cansativo para se tornar algo divertido! Passe as páginas como se fosse um livro de verdade. Está cansado de ler hoje? É só marcar a página e continuar a hora que quiser e onde estiver.
O Bookess depende de seus usuários para o funcionamento. São eles que criam, editam, contribuem e comentam os livros presentes aqui. Tudo de uma forma simples, rápida e gratuita.
Além da possibilidade de criação de livros, o Bookess também proporciona um círculo de amizades entre pessoas com o mesmo objetivo. Trata-se da Comunidade Bookess, onde os usuários se relacionam, conversam, trocam idéias e fazem novas amizades!
A estrutura para criação de livros permite a publicação de livros convencionais, gibis, mangás, livros didáticos, etc., já que você pode enviar ilustrações que ficarão guardadas em sua pasta para futuras utilizações.
O Bookess também possui uma ferramenta para divulgação em websites, blogs e afins. Trata-se do Embeddable Book que disponibiliza uma prévia do seu livro e faz a conexão entre o usuário do seu site e seu livro.
Não perca mais tempo! Aventure-se por este imenso mundo da literatura!

Bom divertimento!

Galera, aqui no blog eu tenho alguns colaboradores e amigos que gostariam de deixar disponível para quem quiser ler as suas obras no BOOKESS:

Lamentos de um Guerreiro sem Esperanças - Daniel Leite

A Herdeira dos Elfos: A Ladra e o Mestiço - Luna Marina

Garei: Despertar - Rodolfo J. B. Ferreira

Crime e Punição - Ricelli

Halloween: Uma Gota de Sangue - Ricelli

O Lado Escuro da Lua - Vitor Vargas

Abraços aos escitores da Comunidade SACERDOTES

e falando em SACERDOTES eu não poderia esquecer do próprio:

SACERDOTES - DIEGO NOGUES

é apenas o primeiro capítulo, aos interessados confiram a continuação acessando o link da comunidade SACERDOTES

Um abraço a todos e Boa Leitura!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

"A garota dos pés de vidro" - Ali Shaw (um jovem escritor e seu primeiro romance)

Uma corrida contra o tempo é algo que todos tememos, afinal, pode ser que não dê tempo, não é? Ainda mais quando se trata de um amor... Nos filmes, tudo acaba dando certo, tudo está fadado ao sucesso, mas na realidade nós sabemos que não é assim. Nós podemos vencer e também podemos... perder. Eu, você... Nós. Sempre estaremos andando rumo ao sucesso ou ao fracasso, o fato que difere ambos os caminhos é a nossa força de vontade e a fé que teremos para enfrentar ou desistir.

Concorda? Por isso, a minha indicação de hoje é o belo romance "A garota dos pés de vidro", que o autor Ali Shaw lança com a Editora Leya. Um romance, acima de tudo, emocionante. Uma verdadeira corrida contra o tempo. Um amor que pode ou não viver... Um amor que merece uma chance e um caminho longo... Não deixe de ler.

Ficha Técnica
Título: A garota dos pés de vidro
Autor: Ali Shaw
Formato: 16 x 23 cm - Brochura
Nº de páginas: 288
Preço: R$39,90

Sinopse: A editora LeYa Brasil apresenta o romance “A garota dos pés de vidro”, do estreante Ali Shaw. Presente entre os finalistas de diversos prêmios de ficção, o livro recebeu resenhas de importantes veículos, como o jornal britânico The Guardian e os norte-americanos The New York Times e Washington Post. A cada página, o leitor é transportado a um universo fantástico, de estonteantes paisagens e estranhas criaturas, onde é preciso acreditar no impossível.

A improvável história de amor entre Midas, um fotógrafo recluso, e Ida, uma mulher portadora de inusitada doença acontece no arquipélago de St. Hauda. Em meio a uma paisagem onírica, composta de florestas brancas, penhascos monocromáticos e oceanos repletos de baleias e lendas, o casal precisa correr contra o tempo para viver sua história, pois o título da obra não representa uma metáfora, mas sim uma urgência. Ida está se transformando em vidro e precisa descobrir como impedir essa lenta e aterrorizante metamorfose.

Lançado na Inglaterra em 2009, “A garota dos pés de vidro”, primeiro romance do jovem escritor Ali Shaw – que tinha 27 anos na época da publicação –, foi indicado para o prêmio de livro estreante do ano do jornal The Guardian; foi finalista do prestigiado Costa First Novel Award e ganhou o “The Desmond Elliot Prize” para nova ficção. Segundo o júri, o romance “intenso, trágico e infinitamente surpreendente explora gélidas paisagens, internas e externas, e sua fantasia detalhada e articulada demonstra a possibilidade de termos um autor substancial no futuro”.

Apontado como uma obra de realismo mágico, “A garota dos pés de vidro” resiste a rótulos e classificações – exceto o de ser narrativa envolvente que captura o leitor com suas imagens impactantes e com o suspense crescente sobre um amor ameaçado pelo desconhecido e pressionado pelo tempo. No Brasil a obra foi apadrinhada pelo escritor Santiago Nazarian, que escreve as orelhas e quarta capa do livro.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O que eu não devo fazer? - “Por Jean Bryant”

Jean Bryant, professora de escrita nos Estados Unidos, levantou sete hábitos que você NÃO deve NUNCA adotar se quiser escrever alguma coisa. A abordagem bem-humorada aponta para as armadilhas mais comuns de quem começa a escrever (em Anybody can write, San Rafael, New World Library, 1985):

1 - Pense no que os outros podem achar. Pense em como você precisa ser ótimo e original para mostrar que é bom, e escrever sem um erro sequer. Pense nas pessoas que vão ler seu material, especialmente em sua mãe. Tome um café e pense mais um pouco.

2 - Faça muita pesquisa antes. Você precisa descobrir absolutamente tudo sobre kiwi ou bordéis parisienses antes de começar seu próximo capítulo. Faça sua pesquisa no próprio local, viajar é bom para o escritor. Não comece a escrever antes de terminar toda a pesquisa.

3 - Peça conselhos a todo mundo. Mostre suas páginas iniciais ou seu esboço a amigos e parentes, inclusive a seu dentista. Ignore o adágio de que o camelo é um cavalo montado a partir do consenso entre os membros de um comitê e siga todos os conselhos recebidos sem exceção. Não confie em si próprio.

4 - Considere seu trabalho uma extensão de sua pessoa. Se o elogiarem, não revise nem reescreva nada, mande para as editoras imediatamente. Se for recusado, pare de escrever. Quando disserem que seu trabalho não está perfeito, entenda que não gostam de você. Reclame e choramingue que estão cometendo uma injustiça contra você.

5 - Espere até estar inspirado. Consulte seu horóscopo para o dia e o que dizem os búzios. Arrume sua escrivaninha e troque as cores da tela de seu computador. Caso a musa não apareça para inspirar-lhe, vá ao cinema. Quem sabe você não irá escrever um roteiro de sucesso algum dia?

6 - Deixe para depois. Mais tarde sempre é melhor. Se você não escrever sobre um assunto, alguém vai acabar fazendo-o. Deixe para amanhã o que você não precisa escrever hoje.

7 - Leve seu trabalho à sério. Nunca se satisfaça com nada que não esteja perfeito. Lembre-se de como é importante este projeto. Você pode passar ridículo e perder seu emprego caso escreva mal. Ao mesmo tempo, não deixe que o peso dessa responsabilidade o impeça de trabalhar. A paralisação de seu impulso vai durar apenas uns dois anos, até o perigo passar.

FIM

Tem algumas pessoas que olham meu blog e ficam criticando no orkut pq não me conhecem ou nunca viram um livro meu publicado.
DIZEM: “Afinal que gabarito você tem para vir aqui querer dar dicas a quem quer ser escritor?”

Sim é verdade que eu não tenho nenhuma formação acadêmica, não tenho livros publicados e nem mesmo conhecidos no ramo. Sou apenas um simples cara, com muita boa vontade e que quer compartilhar tudo o que tem aprendido. Alguem um dia olhou para mim e disse:

“Você é capaz, só prescisa de Capacidade.”

 Meio estranho né? mas é a verdade. Se você acredita ser capaz então você é, mesmo que não tenha qualificações suficientes para isso. Se você tiver vontade nada pode te impedir.
Na igreja eles costumam dizer:

"Deus não escolhe os capacitados, 
mas capacita os Escolhidos."

Voltando ao texto dos 7 hábitos, aí vai um bom hábito para vcs, não que vcs já não saibam né… ler, ler e ler… agora ler oq né? Tem tanta coisa para se ler… Então eu fiz uma pequena lista baseada nas maiores obras já publicadas no milênio passado:

• 1600: Dom Quixote, de Miguel de Cervantes
• 1726: As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift
• 1760: Tristram Shandy, Laurence Sterne
• 1762: Nouvelle Héloïse, de Jean-Jacques Rousseau
• 1774: Os sofrimentos do jovem Werther, de Goethe
• 1796: Jacques o Fatalista, de Denis Diderot
• 1813: Orgulho e preconceito, de Jane Austen
• 1819: Ivanhoé, de Walter Scott
• 1830: O vermelho e o negro, de Stendhal
• 1836: A voz do profeta, de Alexandre Herculano
• 1847: Wuthering Heights, de Emily Bronte
• 1851: Moby Dick, de Herman Melville
• 1861: Grandes esperanças, de Charles Dickens
• 1862: Os miseráveis, de Victor Hugo
• 1865: O jogador, de Dostoiévski
• 1866: Crime e castigo, de Dostoiévski
• 1877: Anna Karenina, de Leon Tolstoi
• 1879: Os Irmãos Karamazov, de Dostoiévski
• 1881: Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
• 1888: Os Maias, de Eça de Queiroz
• 1889: Dom Casmurro, de Machado de Assis
• 1912: O Bravo Soldado Chveik, de Jaroslav Hasek
• 1938: Vidas secas, de Graciliano Ramos
• 1939: O Senhor dos Anéis , de J.R.R.Tolkien
• 1949: 1984, de George Orwell
• 1955: Lolita, de Vladimir Nabokov
• 1956: Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa
• 1967: Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez
• 1983: A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera
• 1991: O Evangelho segundo Jesus Cristo, de José Saramago
• 1995: Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago

Tem ainda outras 2 listas aqui no blog, a da folha de São Paulo e a da revista Newsweek
.
BOA LEITURA A TODOS

Os 10 Melhores livros de todos os tempos segundo a revista Newsweek

A Revista Newsweek avaliou diferentes fatores de outras 10 importantes listas de livros, como o impacto na história, sua contribuição cultural e suas vendas. Confira os dez melhores:

1º. Guerra e paz, Leon Tolstoi
2º. 1984, George Orwell
3º. Ulisses, James Joyce
4º. Lolita, Vladimir Nabokov
5º. O som e a fúria, William Faulkner
6º. O homem invisível, Ralph Ellison
7º. Al faro, Virginia Woolf
8º. A ilíada e a odisséia, Homero
9º. Orgulho e preconceito, Jane Austen
10º. Divina Comédia, Dante

Os 100 melhores livros da literatura universal segundo a Folha de São Paulo

1º - Ulisses (1922) - James Joyce (1882-1941). Retomando parodicamente a obra fundamental do gênero épico -a "Odisséia", de Homero-, "Ulisses" pretende ser uma súmula de todas as experiências possíveis do homem moderno. Ao narrar a vida de Leopold Bloom e Stephen Dedalus ao longo de um dia em Dublin (capital da Irlanda), o autor irlandês rompeu com todos as convenções formais do romance: criação e combinação inusitada de palavras, ruptura da sintaxe, fragmentação da narração, além de praticamente esgotar as possibilidades do monólogo interior. Para T.S. Eliot, o mito de Ulisses serve para Joyce dar sentido e forma ao panorama de "imensa futilidade e anarquia da história contemporânea".
2º - Em Busca do Tempo Perdido (1913-27) - Marcel Proust (1871-1922). Ciclo de sete romances do escritor francês, inter-relacionados e com um só narrador, dos quais os três últimos são póstumos: "O Caminho de Swann", "À Sombra das Raparigas em Flor", "O Caminho de Guermantes", "Sodoma e Gomorra", "A Prisioneira", "A Fugitiva" e "O Tempo Redescoberto". Ampla reflexão sobre a memória e o poder dissolvente do tempo, o ciclo se apóia em fatos mínimos que induzem o narrador a resgatar seu passado, ao mesmo tempo em que realiza um painel da sociedade francesa no fim do século 19 e início do 20.
3º - O Processo - Franz Kafka (1883-1924). Na obra-prima do escritor tcheco de língua alemã, o bancário Josef K. é intimado a depor em um processo instaurado contra ele. Mas, enredado em uma situação cada vez mais absurda, Joseph K. ignora de que é acusado, quem o acusa e mesmo onde fica o tribunal.
4º - Doutor Fausto (1947) - Thomas Mann. Biografia imaginária do compositor alemão Adrian Leverkühn, escrita por seu amigo Serenus Zeitblom durante o desenrolar da Segunda Guerra Mundial. Nela, o autor, para recontar o pacto fáustico com o diabo, se vale de aspectos da vida de Nietzsche, da teoria dodecafônica de Shoenberg e do auxílio teórico do filósofo Adorno. O alemão Thomas Mann, filho de uma brasileira, recebeu o Prêmio Nobel em 1929.
5º - Grande Sertão: Veredas (1956)- Guimarães Rosa (1908-1967). No sertão do Norte de Minas, o jagunço Riobaldo conta para um interlocutor, cujo nome não é revelado, a história de sua vida de guerreiro e de seu amor pelo jagunço Diadorim -na verdade, uma mulher disfarçada de homem para vingar o pai morto em luta. A escrita de permanente invenção de Guimarães Rosa (feita de neologismos, arcaísmos, transfigurações da sintaxe) reelabora a expressão oral e os mitos do interior do país a fim de criar um quadro épico e metafísico do sertão
6º - O Castelo (1926) - Franz Kafka. Em busca de trabalho, o agrimensor K. chega a uma aldeia governada por um déspota que habita um castelo construído no alto da colina. Submetida a leis arbitrárias, a população passa a hostilizá-lo. Kafka morreu antes de concluí-lo.
7º - A Montanha Mágica (1924) - Thomas Mann (1875-1955). Imagem simbólica da corrosão da sociedade européia antes da Primeira Guerra. Ao visitar o primo em um sanatório, Hans Castorp acaba por contrair tuberculose. Permanece internado por sete anos, vivendo em um ambiente de requinte intelectual, em permanente debate com idéias filosóficas antagônicas, até que decide partir para o front.
8º - O Som e a Fúria (1929) - William Faulkner (1897-1962). Edições Dom Quixote (Portugal). No condado imaginário de Yoknapatawpha, no sul dos EUA, a vida da decadente família Compson é narrada por quatro personagens distintos, todos obcecados pela jovem Caddy, neste romance em que a linguagem se amolda à consciência de cada personagem. O americano Faulkner ganhou o Prêmio Nobel em 1949.
9º - O Homem sem Qualidades (1930-1943) - Robert Musil (1880-1942). Nova Fronteira Fio condutor do enredo, o ex-oficial Ulrich é repleto de dotes intelectuais, mas incapaz de encontrar uma finalidadeem que aplicá-los. De caráter ensaístico, a obra é uma vasta reflexão sobre a crise social e espiritual do século 20.
10º - Finnegans Wake Finnegans Wake (1939) - James Joyce. Penguin (EUA). No Brasil, trechos do livro em "Panaroma do Finnegans Wake" (Ed. Perspectiva). Joyce criou nesta obra, que radicaliza seu experimentalismo linguístico, provavelmente o mais complexo texto do século. A narrativa, repleta de referências simbólicas, mitológicas e linguísticas que tornam a leitura um desafio permanente, gira em torno do personagem Humphrey Chimpden Earwicker (HCE) e sua mulher Ana Lívia Plurabelle (ALP), que vivem em Dublin.
11º - A Morte de Virgílio (1945) - Hermann Broch (1886-1951). Relógio d'Água (Portugal). Escritor austríaco. Concebida enquanto o autor estava preso pelos nazistas, a obra é um longo monólogo interior do poeta latino Virgílio.
12º - Coração das Trevas (1902) - Joseph Conrad (1857-1924). Ediouro Escritor ucraniano de língua inglesa. Em busca de um mercador de marfim que desapareceu na selva africana, o capitão Marlowe o encontra inteiramente louco e cultuado como um deus pelos nativos.
13º - O Estrangeiro (1942) - Albert Camus (1913-1960). Record . Obra que consagrou o autor francês de origem argelina (Nobel de 1957) ao tratar do absurdo da existência. Aparentemente sem motivação -"por causa do sol"-, Mersault mata um árabe durante passeio pela praia. Julgado e condenado à morte, resigna-se a seu destino.
14º - O Inominável (1953) - Samuel Beckett (1906-1989). Nova Fronteira . Conclusão da trilogia do dramaturgo irlandês, após "Molloy" e "Malone Morre". Reduzido a uma condição precária de existência -sem nome-, o narrador busca se apropriar da identidade de dois outros personagens, Mahood e Worm. Beckett ganhou o Nobel em 1969.
García Márquez (1928). Record . Colombiano, ganhou o Nobel em 1990. A saga de duas famílias no povoado fictício de Macondo é o pretexto para o autor construir uma alegoria da situação da América Latina. Obra que projetou internacionalmente o "realismo mágico".
16º - Admirável Mundo Novo (1932) - Aldous Huxley (1894-1963). Globo . Inglês. Alegoria sobre as sociedades administradas e sem liberdade. Em um futuro indefinido, todos os nascimentos são "de proveta" e os cidadãos são vigiados. Nascido de uma mulher, John se torna uma ameaça por sua diferença.
17º - Mrs. Dalloway (1925) - Virginia Woolf (1882-1941). Penguin Books (EUA). Inglesa. A partir de um fato banal -a compra de flores para uma festa-, Mrs. Dalloway relembra sua vida -como a relação com a filha e uma antiga paixão.
18º - Ao Farol (1927) - Virginia Woolf. Ediouro . Um passeio da família Ramsay a um farol, frustrada pelo mau tempo, torna-se imagem da sensação de perda que percorre a obra: logo após irrompe a Primeira Guerra e a morte atingirá os Ramsay.
19º - Os Embaixadores (1903) - Henry James (1891-1980). Oxford University Press ("The Embassadors", Reino Unido). Tema central do escritor americano, o confronto entre a mentalidade puritana dos EUA a cultura "fin-de-siècle" européia dá o tom nesta história sobre americano que vai a Paris para trazer de volta rapaz seduzido pela capital francesa.
20º - A Consciência de Zeno (1923) - Italo Svevo (1861-1928). Minerva (Portugal). Após várias tentativas malogradas para deixar de fumar, Zeno Cosini segue o conselho de seu psicanalista e decide escrever a história de sua vida, fazendo um retrato impiedoso da burguesia italiana.
21º - Lolita (1958) - Vladimir Nabokov (1899-1977). Cia. das Letras . Russo naturalizado americano. O professor quarentão Humber apaixona-se pela adolescente Lolita. Para tê-la próxima, casa-se com sua mãe, que morre em um acidente de carro. Os dois se tornam então amantes.
23º - O Leopardo (1958) - Tomaso di Lampedusa (1896-1957). L&PM . Único romance do autor italiano. No século 19, em uma Sicília dominada por clãs familiares, o aristocrático Fabrizio Salina recusa-se a ver a decadência de sua classe, anunciada pelas convulsões sociais que vão levar a Itália à unificação.
24º - 1984 (1949) - George Orwell (1903-1950). Companhia Editora Nacional . Inglês. Nesta sombria alegoria passada em futuro que seria o ano de 1984, cidadãos estão submetidos à autoridade onipresente do "Big Brother" e proibidos de manifestar sua individualidade.
25º - A Náusea (1938) - Jean-Paul Sartre (1905-1980). Nova Fronteira . Nesta obra que tornou o filósofo Sartre mundialmente conhecido, o herói Roquentin, sentado num banco de praça em uma cidade do interior, subitamente deixa de ver sentido no mundo e passa a ter consciência do "mal-estar de existir". Francês, Sartre recusou o Nobel em 64.
26º - O Quarteto de Alexandria (1957-1960) - Lawrence Durrell (1912-1990). Ulisseia (Portugal). Inglês de origem indiana. Tetralogia em que a mesma história de política, amor e perversão é contada de quatro óticas diferentes, em quatro diferentes romances : "Justine", "Balthazar", "Mountolive" e "Clea".
27º - Os Moedeiros Falsos (1925) - André Gide (1869-1951). Gallimard ("Les Faux-Monnayeurs", França). Edouard mantém um "diário do romance", a partir do qual pretende escrever um romance -"Moedeiros Falsos". A obra criou o "mise-en-abîme" -técnica em que a personagem se duplica dentro do romance. Francês, recebeu o Nobel em 1947.
28º - Malone Morre (1951) - Samuel Beckett. Edições Dom Quixote (Portugal). Segundo livro da trilogia do autor. Moribundo em um leito de hospital, Malone reflete sobre sua vida.
29º - O Deserto do Tártaros (1940) - Dino Buzzati (1906-1972). Mondadori ("Il Deserto dei Tartari", Itália) Italiano. O tenente Drogo é enviado ao longínquo e decadente forte Bastiani, situado na fronteira pacificada de um país que nunca é nomeado. Lá, todos aguardam há décadas o ataque improvável dos tártaros e a desilusão se torna regra.
30º - Lord Jim (1900) - Joseph Conrad (1857-1924). Publicações Europa-América (Portugal). Conrad narra a história de um marinheiro atormentado pelo remorso de ter permitido o naufrágio de seu navio.
31º - Orlando (1928) - Virginia Woolf. Ediouro . A autora inglesa imagina sua amiga, a também escritora Vita-Sackville West, vivendo nos três séculos anteriores.
32º - A Peste (1947) - Albert Camus. Record . Epidemia assola Orán, na Argélia. A cidade é isolada e muitos morrem. Escrita logo após o fim da Segunda Guerra, a obra reflete sobre como indivíduos reagem à morte iminente, ao isolamento e ao vácuo de sentido que se abre em suas vidas.
33º - O Grande Gatsby (1925) - Scott Fitzgerald (1896-1940). Relógio d'Água (Portugal). Americano. Vivendo de negócios ilícitos, Jay Gatsby revê antiga paixão, Daisy, agora casada com o milionário Tom Buchanan. Tornam-se amantes, mas Daisy e o marido acabarão por envolver Gatsby em intriga que o levará a um fim trágico.
34º - O Tambor (1959) - Günter Grass (1927). Vintage Books ("The Tin Drum", EUA). Obra em que o autor alemão narra a ascensão do nazismo. Internado em um manicômio, Oskar relembra sua vida desde os três anos, quando decidiu parar de crescer por ódio aos pais e ao mundo adulto.
35º - Pedro Páramo (1955) - Juan Rulfo (1918-1986). Paz e Terra (R$ 19,50). Mexicano. Nesta obra que prenuncia o "realismo mágico", Juan chega a Comala em busca do paradeiro do pai, Pedro Páramo. Mas, ao descobrir que o povoado é habitado apenas por mortos, Juan morre aterrorizado. Enterrado, outros fantasmas irão lhe contar a vida de seu pai.
36º - Viagem ao Fim da Noite (1932) - Louis-Ferdinand Céline (1894-1961). Cia. das Letras (R$ 30,00). Francês. Após ser ferido na Primeira Guerra, Bardamu conhece a americana Lola, com quem viaja para os EUA. Passado na França, África e nos EUA, a obra critica as guerras e o colonialismo.
37º - Berlin Alexanderplatz (1929) - Alfred Döblin (1878-1957). Rocco (R$ 42,00). Alemão. Obra que abriu novas possibilidades ao gênero ao utilizar técnicas de montagem e justaposição para construir, nos anos 20, uma Berlim multifacetada, por onde transitam personagens esmagadas pela engrenagem social.
38º - Doutor Jivago (1957) - Boris Pasternak (1890-1960). Itatiaia (R$ 15,90). Um amplo painel da Rússia nas três primeiras décadas deste século, desde a crise do czarismo até a implantação do comunismo. O autor foi perseguido pelo regime comunista soviético, que o forçou a recusar o Prêmio Nobel de 1958.
39º - Molloy (1951) - Samuel Beckett (1906-1989). Nova Fronteira (R$ 19,00). Primeiro obra da trilogia. Relembrando suas viagens, os narradores Molloy e Moran revelam-se a mesma pessoa, e as viagens, a busca da identidade perdida.
40º - A Condição Humana (1933) - André Malraux (1901-1976). Record (R$ 28,00). Ambientado em Xangai (China), o romance dramatiza os primeiros levantes da Revolução Chinesa, em 1927. Francês, Malraux foi ministro da Cultura de Charles de Gaulle.
41º - O Jogo da Amarelinha (1963) - Julio Cortázar (1914-1984). Civilização Brasileira (R$ 41,00). Argentino. A vida de Oliveira em Paris é o pretexto para o autor criar um dos romances mais ousados do século 20. Ao propor possibilidades da leitura dos capítulos fora da ordem sequencial, o narrador delega ao leitor a capacidade de também "construir" o romance.
42º - Retrato do Artista Quando Jovem (1917) - James Joyce. Ediouro (R$ 19,90). De caráter autobiográfico, a obra investiga o processo de formação do artista ao longo da infância e adolescência do personagem Stephen Dedalus, que será um dos personagens centrais de "Ulisses".
43º - A Cidade e as Serras (1901) - Eça de Queirós (1845-1900). Ediouro (R$ 7,80). Principal autor do realismo português, Eça põe em cena a dicotomia entre campo e cidade, ao contar a história de dois amigos, um entusiasta da moderna Paris e outro da vida bucólica em Portugal.
44º - Aquela Confusão Louca da Via Merulana (1957) - Carlo Emilio Gadda (1893-1973). Record (R$ 11,00). Neste romance "policial" sobre um roubo de jóias, ambientado nos primeiros anos do fascismo, o autor italiano radicaliza o uso de jargões, gírias e dialetos.
45º - As Vinhas da Ira (1939) - John Steinbeck (1902-1968). Record (R$ 22,00). Americano, ganhou o Nobel de 1962. Marcada por forte crítica social, obra narra a saga de uma família de camponeses em busca de trabalho na Califórnia.
46º - Auto de Fé (1935) - Elias Canetti (1905-1994). Nova Fronteira (R$ 42,00). Búlgaro de língua alemã, ganhou o Nobel de 1981. Obcecado desde a infância pela idéia de ler e saber tudo, o professor Kien acaba por morrer queimado em um incêndio de seus 100 mil livros.
47º - À Sombra do Vulcão (1947) - Malcolm Lowry (1909-1957). Ed. Siciliano (R$ 27,00). Inglês. Incorporando técnicas da linguagem cinematográfica -como flashbacks e justaposição de imagens e pensamentos-, a obra narra o périplo de um velho cônsul alcoólatra por uma cidadezinha do México.
49º - Macunaíma (1928) - Mário de Andrade (1893-1945). Scipione e Villa Rica . Obra de ficção mais importante do modernismo brasileiro, "Macunaíma", "o herói sem nenhum caráter", sincretiza o que Mário de Andrade considerava as características do povo brasileiro: índio, negro e branco, desleal, ambicioso, coração mole, corajoso, mas preguiçoso.
50º - O Bosque das Ilusões Perdidas (1913) - Alain Fournier (1886-1914). Relógio d'Água (Portugal). A partir da paixão de um estudante por uma aldeã, o autor francês constrói uma fábula poética sobre a passagem da infância à adolescência.
51º - Morte a Crédito (1936) - Louis-Ferdinand Céline (1894-1961). Nova Fronteira . Fugindo da miséria, Ferdinand deixa sua casa e se envolve com um inventor fantástico que criou uma forma de plantio "rádio-telúrico", que provoca a ira dos agricultores do interior da França. A obra radicalizou o experimentalismo linguístico de "Viagem ao Fim da Noite".
52º - O Amante de Lady Chatterley (1928) - D.H. Lawrence (1885-1930). Graal . Proibido na Inglaterra por 32 anos, acusado de obscenidade, o romance narra a paixão avassaladora entre a mulher de um aristocrata inglês e um guarda-caça.
53º - O Século das Luzes (1962) - Alejo Carpentier (1904-1980). Global . Cubano. Publicada a princípio em francês, essa crônica histórica se passa na ilha antilhana de Guadalupe, onde comerciante tenta impor os ideais da Revolução Francesa (1789) em curso na Europa.
54º - Uma Tragédia Americana (1925) - Theodore Dreiser (1871-1945). New America Library ("An American Tragedy", EUA). Escritor americano. Jovem ambicioso e arrivista planeja matar a namorada que pode impedir sua ascensão social. Deixa a idéia de lado, mas a moça acaba morrendo e ele é acusado.
55º - América (1927) - Franz Kafka. Livros do Brasil (Portugal). Obra inacabada de Kafka, publicada três anos após sua morte, conta a história de jovem que é enviado aos EUA pelos pais depois de engravidar uma empregada.
59º - A Vida - Modo de Usar (1978) - Georges Perec (1936-1982). Companhia das Letras . Partindo da idéia do quebra-cabeças, o livro relaciona as vidas e experiências dos moradores de um edifício em Paris. Perec participou do grupo de experimentação literária OuLiPo, de Raymond Queneau.
60º - José e Seus Irmãos (1933-1943) - Thomas Mann. Ed. Nova Fronteira . Tetralogia baseada na narrativa bíblica de Jacó, vendido pelos irmãos aos israelitas: "A História de Jacó", "O Jovem José", "José no Egito" e "José, o Provedor".
61º - Os Thibault (1921-1940) - Roger Martin du Gard (1881-1958). 2 vols. Ed. Globo . Neste ciclo de oito romances, os grandes temas do entre-guerras, como o declínio do espírito religioso e a desilusão com o socialismo, são encenados por meio da trajetória de dois irmãos. Francês, ganhou o Prêmio Nobel em 1937.
62º - Cidades Invisíveis (1972) - Italo Calvino (1923-1985). Companhia das Letras . O viajante veneziano Marco Polo descreve a Kublai Khan, de modo fabular e fantasioso, as incontáveis cidades do império do conquistador mongol.
63º - Paralelo 42 (1930) - John dos Passos (1896-1970). Ed. Rocco . Inaugurando a trilogia "USA", formada ainda por "1919" e "Dinheiro Graúdo", a obra do autor americano descendente de portugueses traça um painel da América nas primeiras décadas do século.
64º - Memórias de Adriano (1951) - Marguerite Yourcenar (1903-1987). Ed. Nova Fronteira . Escritora belga. No século 2º d.C., o imperador romano Adriano, próximo da morte, faz um balanço de sua existência em carta ao jovem Marco Aurélio.
65º - Passagem para a Índia (1924) - E.M. Forster (1879-1970). Publicações Europa-América (Portugal). Inglês. Na Índia sob dominação britânica, um nacionalista hindu é acusado por uma inglesa de praticar atos imorais. É preso e levado a julgamento.
66º - Trópico de Câncer (1934) - Henry Miller. Ibrasa - Instituição Brasileira de Difusão Cultural . De caráter autobiográfico, a obra recria o clima de liberdade e inconformismo de artistas e escritores americanos que viviam em Paris no entre-guerras.
67º - Enquanto Agonizo (1930) - William Faulkner. Ed. Exped . O périplo da família Bundren para enterrar a mãe em Jefferson é um pretexto para virem à tona -na consciência das personagens- as desavenças entre irmãos, pai e tios.
68º - As Asas da Pomba (1902) - Henry James (1843-1916). Ediouro . Rapaz é estimulado pela amante maquiavélica a cortejar uma milionária que está à beira da morte.
69º - O Jovem Törless (1906) - Robert Musil. Ed. Nova Fronteira . Alemão. Descreve a vida de adolescentes em um internato alemão, onde a severidade do sistema educacional conjuga-se à brutalidade do comportamento dos alunos.
70º - A Modificação (1957) - Michel Butor (1926). Minuit ("La Modification", França). Narrado inteiramente na segunda pessoa do plural, o livro conta a história de homem que, em um trem, a caminho de encontrar a amante em Roma, divide-se entre o amor dela e o de sua mulher.
71º - A Colméia (1951) - Camilo José Cela (1916). BCD União de Editoras . Espanhol, ganhou o Nobel de 1989. Diversos personagens e histórias se cruzam neste livro em que a verdadeira personagem é a cidade de Madri (Espanha), logo após a Segunda Guerra.
72º - A Estrada de Flandres (1960) - Claude Simon (1913). Ed. Nova Fronteira . O francês Claude Simon, ligado ao movimento do "roman nouveau" (novo romance), evoca neste livro a derrota da França pelos nazistas em 1940. Ganhou o Prêmio Nobel em 1985.
73º - A Sangue Frio (1966) - Truman Capote (1924-1984). Livros do Brasil (Portugal). Enviado como jornalista para cobrir um crime real, o autor americano criou um novo gênero -o romance-documento-, que insere na ficção a investigação sistemática da reportagem.
74º - A Laranja Mecânica (1962) - Anthony Burgess (1916-1993). Ediouro . Em uma cidade imaginária, o líder de uma gangue de vândalos é preso e submetido a lavagem cerebral para "descriminalizá-lo". Escritor britânico.
75º - O Apanhador no Campo de Centeio (1951) - J.D. Salinger (1919). Editora do Autor . O americano Salinger retrata o vazio da classe média americana e os dilemas típicos da adolescência nos anos 50 a partir da história de um jovem que vaga sem rumo por Nova York.
76º - Cavalaria Vermelha (1926) - Isaac Babel (1894-1941). Ediouro . De grande força épica, o livro narra a vida repleta de massacres e violência dos soldados russos -os cossacos.
77º - Jean Christophe (1904-12) - Romain Rolland (1866-1944). Ed. Globo . Biografia imaginária de um músico alemão que vai viver na França, mas acaba se decepcionando com a frivolidade da cultura do país.
78º - Complexo de Portnoy (1969) - Philip Roth (1933). Editora L&PM . Americano. Conceito da psiquiatria, "Complexo de Portnoy" tem como eixo garoto judeu obcecado pela mãe e em busca de satisfação sexual, o que acaba por aumentar seu complexo de culpa.
79º - Nós (1924) - Evgueni Ivanovitch Zamiatin (1884-1937). Ed. Antígona (Portugal). O escritor russo satiriza o regime comunista soviético por meio de uma cidade imaginária onde não existem nem individualismo nem liberdade.
80º - O Ciúme (1957) - Allain Robbe-Grillet (1922). Ed. Minuit ("La Jalousie", França). Francês. Nesta obra-chave do "nouveau roman", um narrador paranóico investiga a suposta traição da mulher.
81º - O Imoralista (1902) - André Gide (1869-1951). Ed. Gallimard ("L'Imoraliste", França). Escritor francês. Criado na estrita moral puritana, Michel busca a auto-realização, o que resulta no sacrifício daqueles que o cercam, como a sua mulher.
82º - O Mestre e Margarida (1940) - Mikhail Afanasevitch (1891-1940). Ed. Ars Poética . Escritor russo. Voland -a encarnação do diabo- é internado em um manicômio ao desmascarar os abusos e favoritismos da sociedade russa dos anos 20.
83º - O Senhor Presidente (1946) - Miguel Ángel Asturias (1899-1974). Ed. Losada ("El Señor Presidente", Argentina). Ganhador do Nobel de 1967, o guatemalteco se tornou um dos pioneiros do "realismo mágico" com esta obra que satiriza um ditador sul-americano.
84º - O Lobo da Estepe (1927) - Herman Hesse (1877-1962). Ed. Record . Escritor alemão. Solitário e em crise existencial, o escritor Harry Haller acaba por conhecer duas pessoas que vão incitá-lo a aceitar a vida em toda a sua plenitude.
85º - Os Cadernos de Malte Laurids Bridge (1910) - Rainer Maria Rilke (1875-1926). Editora Siciliano . Escritor alemão. Intelectual reflete em seu diário sobre a morte e a busca de Deus enquanto se recupera de uma doença.
86º - Satã em Gorai (1934) - Isaac B. Singer (1904-1991). Ed. Perspectiva . No século 17, em uma aldeia da Polônia assediada por tropas inimigas, um falso messias anuncia a redenção próxima. Polonês de língua inglesa, Singer recebeu o Prêmio Nobel em 1978.
87º - Zazie no Metrô (1959) - Raymond Queneau (1903-1976). Ed. Rocco . Francês, criador nos anos 60 do grupo de experimentação literária OuLiPo. Enquanto o metrô está em greve, Zazie percorre a cidade de Paris, partilhando a experiência de personagens como uma viúva, um taxista e um cabeleireiro.
88º - Revolução dos Bichos (1945) - George Orwell. Editora Globo . Animais de uma fazenda se rebelam contra seus donos e tomam o poder. Ambicionam realizar uma "sociedade" igualitária, mas logo se instala uma ditadura, a dos porcos, que submete os demais bichos como faziam os donos humanos.
89º - O Anão - Pär Lagerkvist. Ed. Farrar, Strauss & Giroux ("Dwarf", EUA). No século 15, em Florença, um anão conta em um diário como foi encarcerado na torre do palácio por Lorenzo de Médici depois de servi-lo por vários anos. O autor sueco ganhou o Nobel em 1951.
90º - A Tigela Dourada (1904) - Henry James. Oxford University Press ("The Golden Bowl", EUA). Dividido em duas partes, o livro é um estudo sobre o adultério a partir da ótica de um aristocrata e de sua mulher.
91º - Santuário - William Faulkner. Editora Minerva (Portugal). Um delinquente mata um de seus comparsas e violenta uma jovem, que ele depois obriga a se prostituir. Perseguido pela polícia, ele é inocentado do crime pela mulher, que acusa a um outro, que acaba linchado. A fraqueza da justiça humana, a crueldade e a impotência são alguns dos temas reunidos por Faulkner neste livro, em que a tragédia grega se intromete no romance policial, na observação de André Malraux.
92º - A Morte de Artemio Cruz (1962) - Carlos Fuentes (1928). Ed. Rocco . Escritor mexicano. Inválido e à beira da morte, o rico e poderoso Artemio Cruz relembra o seu passado revolucionário.
93º - Don Segundo Sombra (1926) - Ricardo Güiraldes (1886-1927). Ed. Scipione . De dimensões míticas, obra narra a formação de um jovem por um dos últimos "gauchos" dos pampas argentinos. Obra de forte caráter nacionalista.
94º - A Invenção de Morel (1940) - Adolfo Bioy Casares (1914). Ed. Rocco . Neste clássico da literatura fantástica, o autor argentino cria a história de um homem em fuga da Justiça que chega a uma ilha deserta, onde pouco a pouco realidade e imaginário começam a se misturar.
95º - Absalão, Absalão (1936) - William Faulkner. Editores Reunidos (Portugal). O passado mítico e trágico de Thomas Sutpen, que impôs a destruição à velha aristocracia de uma cidade, é narrado a partir de três pontos de vista diferentes, que se contradizem, se anulam ou se confirmam. O drama familiar, o conflito racial e a decadência sulina expandem-se em um quadro histórico dos maiores construídos por Faulkner.
96º - Fogo Pálido (1962) - Vladimir Nabokov (1899-1977). Ed. Teorema (Portugal). Escritor russo-americano. Após apresentar ao leitor um poema recém-descoberto -"Fogo Pálido"-, o narrador analisa sua estrutura e investiga as motivações que levaram o autor -já morto- a escrevê-lo.
97º - Herzog (1964) - Saul Bellow (1915). Ed. Relógio d'Àgua (Portugal). Em crise existencial, intelectual passa a enviar cartas a figuras fictícias, como filósofos, políticos, além de Deus e a si mesmo. Americano, ganhou o Nobel em 1976.
98º - Memorial do Convento (1982) - José Saramago (1922). Bertrand . Autor português, ganhou o Nobel em 1998. Durante construção de convento em Portugal no século 18, padre idealiza realizar um engenho voador, a "passarola", o que desagrada a Inquisição.
99º - Judeus sem Dinheiro (1930) - Michael Gold (1893-1967). Editorial Caminho (Portugal). Membro do Partido Comunista, o escritor americano traça um painel do bairro do Lower East Side, em Nova York, durante as primeiras décadas do século, quando começavam a chegar as primeiras levas de imigrantes judeus.
100º - Os Cus de Judas (1980) - Antonio Lobo Antunes (1942). Ed. Marco Zero . Escritor português. A obra trata de forma sarcástica e irreverente a ditadura salazarista dos anos 70 e as guerras pela libertação das colônias portuguesas na África.
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